Exposição reúne documentos, objetos e histórias para preservar a memória da FEN
Mostra “FEN em Memória: Documentos, Histórias e Patrimônio” reuniu diferentes registros da trajetória da unidade
Por Jayme Leno
A Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (FEN/UFG) voltou a abrir espaço para que sua comunidade pudesse revisitar a própria história. Entre os dias 14 e 21 de setembro, a exposição “FEN em Memória: Documentos, Histórias e Patrimônio” reuniu documentos, fotografias, equipamentos e objetos relacionados à trajetória da unidade. A iniciativa foi organizada pela técnica-administrativa da unidade Meire Rute Santos Neri, como parte de seu trabalho de pesquisa e preservação da memória institucional desenvolvido durante sua formação em Museologia.
A exposição integrou as ações relacionadas aos 51 anos da Faculdade e buscou aproximar a comunidade acadêmica e o público externo de diferentes momentos da história da Enfermagem na UFG. Ao longo de oito dias, 83 pessoas passaram pelo espaço, entre servidores, docentes, estudantes, colaboradores, egressos e integrantes da comunidade externa. Também visitaram a mostra representantes do Hospital das Clínicas, da Liga de Hipertensão, pacientes do Ambulatório de Práticas Integrativas em Saúde e integrantes da delegação chinesa.
A iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado por Meire em 2025, quando a FEN recebeu a exposição “Entre o Uso e o Esquecimento: quando o objeto vira memória”. Na ocasião, equipamentos e manequins que já não eram utilizados no ensino foram apresentados como registros materiais das transformações pelas quais passaram a formação e as práticas de Enfermagem. A mostra também surgiu no contexto da formação da servidora em Museologia e de seu interesse pela criação de um museu para a Faculdade.
Nesta nova exposição, o olhar se ampliou para outros elementos que ajudam a contar essa trajetória. Segundo Meire, o contato com documentos, fotografias, equipamentos e objetos revelou a riqueza do patrimônio da Faculdade e a importância de compartilhar esses registros com diferentes públicos. Para ela, preservar a memória institucional também significa valorizar as pessoas que participaram da construção da FEN e despertar o interesse pela conservação desse patrimônio.
Memórias que permanecem
Mais do que apresentar peças antigas, a exposição provocou lembranças entre quem passou pelo espaço, como o caso da mala que pertencia à professora Elizabeth Esperidião. Fotografias de professores que fizeram parte da história da FEN foram reconhecidas por estudantes e visitantes, que compartilharam histórias e experiências vividas na Faculdade.
Meire conta que esses encontros mostraram o vínculo afetivo construído ao longo dos anos entre a comunidade e a instituição. Ela também afirma que muitos “visitantes expressaram o desejo de um espaço destinado à convivência, à memória e ao acolhimento dos estudantes”.
Materiais de outras épocas, “como fitas VHS de aulas, disquetes e objetos utilizados por professoras que fizeram parte da história da Faculdade. Esses momentos reforçaram minha percepção de que preservar um acervo não significa apenas guardar objetos e documentos, mas também cuidar das histórias, das experiências e dos vínculos afetivos que constituem a memória de uma instituição”, ressaltou a curadora.
Fonte: Comunicação FEN UFG
