Goiânia volta a contar com motolâncias do SAMU após 10 anos
Retomada da iniciativa faz parte da reestruturação do órgão e conta com a liderança de professora da FEN/UFG na gestão
Por Jayme Leno
Após uma década parado na capital, o atendimento por motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) voltou a socorrer a população de Goiânia. A novidade faz parte do projeto de reestruturação e fortalecimento da rede de urgência e emergência do município, conduzido pela atual gestão do órgão, liderada pela diretora-geral Dra. Jacqueline Leão, que também é docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (FEN/UFG).
As motolâncias são veículos equipados para o socorro pré-hospitalar e pilotados por profissionais capacitados, atuando como suporte inicial em ocorrências críticas. O grande diferencial é a redução do tempo de resposta, em uma cidade com trânsito intenso, os primeiros cuidados conseguem ser prestados antes mesmo da chegada da ambulância tradicional.
Esse modelo garante uma aplicação mais inteligente dos recursos do órgão. Segundo Jacqueline Leão, “em momentos de crise, cada minuto conta. A motolância permite que o socorrista chegue mais rápido ao local, faça a avaliação inicial, comece o atendimento e passe informações cruciais à Central de Regulação sobre o suporte que o caso realmente exige”.
A diretora reforça que os veículos não substituem as ambulâncias, mas complementam a resposta das equipes, trazendo mais eficiência aos chamados do público e otimizando a triagem de cada situação.
Integração com a academia
A presença da professora da FEN/UFG na gestão do SAMU estreita os laços entre a universidade e a saúde pública. “Minha trajetória na faculdade, que envolve ensino, pesquisa, extensão e coordenação de projetos, ajudou a consolidar competências em planejamento, liderança, negociação, trabalho em equipe e articulação entre instituições”, destaca a docente.
Os alunos da FEN têm acompanhado de perto esse processo de modernização do SAMU por meio de estágios e atividades focadas em planejamento, gestão e educação continuada, o que amplia a visão sobre o papel do enfermeiro para além do cuidado direto ao paciente. Para Jacqueline, essa ponte entre a academia e a prática fortalece a administração pública e gera respostas muito mais eficientes para a comunidade.
Fonte: Comissão de comunicação FEN-UFG
