Dia Mundial da Imunização reforça importância da vacinação e dialoga com pesquisas desenvolvidas no território Kalunga
Data internacional evidencia pesquisas que buscam ampliar o acesso e a confiança nos imunizantes
Texto: Eduardo Almeida

Foto 01: Juliana Lima, Karlla Caetano e Thaynara Martins
Celebrado hoje, 9 de junho, o Dia Mundial da Imunização destaca a relevância das vacinas como uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde coletiva. A data busca conscientizar a população sobre a necessidade de manter o cartão vacinal atualizado ao longo de todas as fases da vida, fortalecendo a proteção individual e comunitária contra doenças imunopreveníveis. O Programa Nacional de Imunizações (PNI), reconhecido internacionalmente, permanece como uma das mais importantes políticas públicas de saúde do país.
Em 2026, a discussão sobre os desafios da vacinação ganha ainda mais evidência com a realização do Fórum Brasil Imune, evento anual que reúne pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil para debater estratégias voltadas ao fortalecimento das coberturas vacinais e ao enfrentamento da hesitação vacinal no Brasil. As docentes da Faculdade de Enfermagem Karlla Caetano e Juliana Lima, e a doutoranda, Thaynara Martins, estão presentes no evento. O encontro reforça a necessidade de compreender os fatores sociais, culturais e territoriais que influenciam a adesão às vacinas, especialmente em populações historicamente vulnerabilizadas.
Nesse contexto, as ações desenvolvidas pelo Projeto Saúde Quilombola dialogam diretamente com os temas centrais debatidos nacionalmente. Entre seus eixos norteadores, o projeto busca investigar a cobertura vacinal de crianças nascidas entre 2019 e 2022 e compreender os fatores associados à hesitação vacinal no território Kalunga, considerado o maior território quilombola do Brasil. Ao produzir evidências científicas sobre o acesso à imunização e as percepções da comunidade em relação às vacinas, a iniciativa contribui para a formulação de estratégias mais eficazes e culturalmente sensíveis de promoção da saúde, fortalecendo o direito à vacinação e a equidade no cuidado em saúde.
A aproximação entre o Dia Mundial da Imunização, os debates promovidos pelo Fórum Brasil Imune 2026 e as pesquisas realizadas no território Kalunga evidencia que ampliar as coberturas vacinais exige mais do que a disponibilidade de imunizantes. É necessário compreender as realidades locais, combater a desinformação e fortalecer o diálogo com as comunidades, garantindo que a vacinação continue sendo uma ferramenta fundamental para a proteção da vida e para a redução das desigualdades em saúde.


Fonte: Comissão de Comunicação FEN/UFG
