Ministro da Saúde destaca a importância da formação de enfermeiras obstétricas durante visita ao HC-UFG
O CEEO-Rede Alyne está acontecendo em todo o Brasil e em Goiás, a FEN/UFG sedia o curso com 24 alunos
Por Jayme Leno
Na manhã deste sábado (30), o ministro da saúde, Alexandre Padilha, esteve no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás – HC-UFG/HU Brasil, em visita institucional para o Dia E que é um grande mutirão nacional do SUS promovido pelo Ministério da Saúde, Ministério da Educação e o HU Brasil (hospitais universitários federais). A agenda contou com a presença da reitora da UFG, Sandramara Matias, e da vice-reitora Camila Caixeta.
Estiveram presentes no momento as tutoras do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica (CEEO) – Rede Alyne, Regiane Prado Ribeiro e Elaine Miguel Delvivo Farão, ambas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), representando o Ministério da Saúde pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). As professoras Leonora Rezende Pacheco e Flaviana Vieira, ambas da Faculdade de Enfermagem, são a coordenadora e vice-coordenadora do curso de especialização aqui em Goiás.
Na ocasião, o ministro teve um momento para discutir a iniciativa e a formação de enfermeiros obstetras. Ele destacou a importância da saúde da mulher como prioridade no Sistema Único de Saúde e ressaltou o papel estratégico da Rede no cuidado materno-infantil e o CEEO na qualificação profissional de enfermeiras em todo o país. Padilha destacou que, “quando o pré-natal, o parto e o puerpério são acompanhados por enfermeiras e enfermeiras obstétricas, temos um cuidado mais humanizado e uma assistência ainda mais qualificada às mulheres e às famílias”.
O titular do Ministério da Saúde destacou os avanços nas políticas públicas voltadas à saúde materna com a implementação da nova Caderneta da Gestante, ampliada para acompanhar todas as etapas da gravidez. “Ela deixou de ser uma caderneta só do pré-natal e passou a acompanhar todo o processo da gestação, do parto e do puerpério”, afirmou. Padinha acrescenta que o documento reconhece o papel de diferentes profissionais no cuidado materno-infantil, com um capítulo dedicado à atuação da enfermeira, da enfermeira obstétrica, das obstetrizes e das doulas, reforçando a importância do cuidado integral às mulheres e às famílias durante a gestação, o nascimento e o pós-parto.
A presença das representantes UFMG, SGTES-MS e da FEN-UFG reforçaram a articulação entre as instituições de ensino superior e os serviços de saúde envolvidos na formação de especialistas voltadas ao cuidado obstétrico no âmbito do SUS.
Especialização
De acordo com a coordenadora profa. Leonora, a formação de enfermeiras obstétricas é sustentada por evidências científicas que demonstram impactos positivos na assistência. “Há diversas evidências que comprovam a importância da enfermagem obstétrica para o aumento do parto normal, para uma assistência mais humanizada e para a redução da morbimortalidade materna e infantil”, destaca. Segundo ela, por ser uma instituição formadora, a parceria entre Faculdade de Enfermagem, Hospital das Clínicas e Ministério da Saúde fortalece a implementação dessas práticas no cuidado ofertado às usuárias atendidas no hospital.
A docente também explica que o curso foi pensado para profissionais já inseridas nos serviços do SUS, especialmente na atenção primária e nas maternidades. A proposta é que a especialização contribua diretamente para transformar a prática nos próprios locais de atuação das profissionais, fortalecendo a assistência obstétrica em diferentes regiões do estado.
Para Andryelle Nunes dos Rios, enfermeira da maternidade do HC-UFG e especializanda do curso, a experiência tem contribuído diretamente para a qualificação do cuidado ofertado às mulheres, recém-nascidos e famílias. “Esse curso vem para ampliar nosso conhecimento e melhorar a atenção à saúde da gestante, da puérpera e do recém-nascido, com um atendimento mais humano e cada vez menos intervencionista”, afirma.
Source: comunicação FEN
