Discente do Programa de Pós-graduação da FEN realiza mobilidade em universidade dos Estados Unidos
Pesquisadora realiza estudos na área da simulação clínica para manejo da hemorragia pós-parto
Por Jayme Leno
A internacionalização da pesquisa e do ensino em Enfermagem ganhou mais um importante capítulo na Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (FEN/UFG). Entre os dias 8 e 29 de abril, uma discente de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde (PPGENFS), Aline Gabriele Ribeiro Da Silva, realizou missão acadêmica internacional na University of Wisconsin–Eau Claire, nos Estados Unidos, aprofundando estudos na área de simulação clínica aplicada à saúde materna.
A mobilidade foi viabilizada por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), por meio da Chamada Pública nº 26/2025, voltada ao incentivo à missão acadêmica internacional. O estudo da pesquisadora avalia a efetividade da simulação clínica para manejo da hemorragia pós-parto e a iniciativa dá continuidade às ações de cooperação internacional fortalecidas anteriormente pelo edital complementar da chamada pública nº 30/2024, que possibilitou a vinda da professora Meg Lagunas, docente da universidade norte-americana, à FEN/UFG.
Durante a estadia em Eau Claire, a doutoranda desenvolveu atividades junto à sua coorientadora e preceptora na instituição parceira, acompanhando de perto práticas de ensino baseadas em simulação clínica. A experiência está diretamente ligada ao seu projeto de doutorado, que integra uma pesquisa financiada pela FAPEG voltada à avaliação da efetividade da simulação clínica no manejo da hemorragia pós-parto.
O estudo busca contribuir com estratégias de educação permanente para profissionais que atuam nas maternidades de Goiânia, utilizando a simulação como ferramenta de qualificação do cuidado. Segundo a pesquisadora, a metodologia tem demonstrado grande potencial no ensino em saúde, especialmente na formação prática e no aprimoramento de habilidades clínicas.
Missão
Ao longo da missão acadêmica, ela acompanhou a execução de diferentes cenários simulados com estudantes de graduação em Enfermagem e de outras áreas da saúde, observando todas as etapas de preparação, desenvolvimento e avaliação das atividades. Também participou de workshops envolvendo procedimentos como traqueostomia por videolaringoscopia, drenagem torácica e abdominal guiada por ultrassonografia, intercorrências maternas em sala de parto, ecocardiograma e punção de acesso central guiada por ultrassom, além de aulas teóricas voltadas à metodologia da simulação clínica.
Aline relembra que “uma das diferenças mais marcantes foi a robustez da infraestrutura, com ambientes altamente equipados, tecnologia de ponta e uma cultura institucional consolidada de ensino baseado em simulação”. Ela destaca ainda a forte ênfase na padronização dos cenários e no debriefing estruturado como ferramenta pedagógica, aspectos que dialogam diretamente com sua pesquisa desenvolvida na FEN/UFG.
A experiência trouxe desafios pessoais e acadêmicos. A adaptação à alimentação e o uso constante do inglês em contextos especializados exigiram esforço e flexibilidade. Ainda assim, a pesquisadora avalia que a vivência foi extremamente enriquecedora e contribuiu para ampliar sua capacidade de comunicação e inserção internacional no campo da Enfermagem.
Para ela, “a missão internacional representou um salto qualitativo na minha formação doutoral e como instrutora de simulação. O contato direto com uma instituição de referência em simulação clínica permitiu não apenas aperfeiçoar o cenário simulado da minha pesquisa, tornando-o mais robusto e alinhado às melhores práticas internacionais, mas também ampliar minha visão sobre o campo da simulação em saúde como área científica e pedagógica”.
A experiência também fortalece as relações institucionais entre a FEN/UFG e a universidade norte-americana, abrindo novas possibilidades para futuras colaborações em pesquisa, publicações científicas e intercâmbio acadêmico. A mobilidade reafirma o compromisso da Faculdade de Enfermagem com a internacionalização, a inovação no ensino e o desenvolvimento de uma Enfermagem científica conectada às demandas e avanços globais.
Fonte: comunicação FEN
