Ambulatório de Práticas Integrativas da FEN/UFG registra alta demanda e revisa fluxo de atendimentos
Reorganização busca ampliar acesso sem comprometer formação acadêmica e cuidado integral
Texto: Eduardo Almeida
O Ambulatório de Práticas Integrativas em Saúde da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (AmbPIS/FEN/UFG) tem enfrentado um aumento expressivo na procura por atendimentos ao longo de 2026. De acordo com dados da coordenação, o formulário de interesse disponível ao público contabilizou 703 respostas no último ano, evidenciando a alta demanda pelos serviços ofertados.
O crescimento na busca, no entanto, tem gerado queixas de usuários sobre a demora no retorno e no agendamento dos atendimentos. A coordenação do ambulatório reconhece o cenário e destaca que o volume de solicitações supera a capacidade atual de atendimento da equipe, composta por terapeutas vinculados à UFG e também por profissionais voluntários.
Atualmente, os atendimentos são realizados em três períodos semanais, além de ações itinerantes, que ampliam o alcance das práticas integrativas em diferentes territórios. Ainda assim, a natureza do cuidado ofertado no AmbPIS impõe limites ao número de pessoas atendidas por período.
Isso porque as Práticas Integrativas em Saúde (PIS) adotam uma abordagem ampliada, centrada nas necessidades apresentadas por cada indivíduo no momento terapêutico. Esse modelo prioriza a escuta qualificada e o cuidado integral, o que demanda mais tempo por atendimento e, consequentemente, reduz a quantidade de vagas disponíveis.
Outro fator que impacta o fluxo é o caráter acadêmico do Ambulatório. O espaço funciona como campo de ensino e pesquisa, com atividades supervisionadas que ocorrem simultaneamente à prestação de serviços. Essa configuração contribui para a formação de estudantes e para a produção de conhecimento na área, mas também implica em um ritmo de atendimento mais cuidadoso e, por vezes, mais demorado.
Diante do cenário, a coordenação do AmbPIS informa que está em processo de revisão dos fluxos e dos critérios de triagem e acompanhamento dos interagentes (como são chamados os usuários do serviço). Segundo a coordenadora, professora Suelen Malaquias, o objetivo é otimizar o acesso e garantir que um número maior de pessoas possa ser contemplado, sem comprometer a qualidade das práticas oferecidas.
A expectativa é que, com os ajustes em andamento, o Ambulatório consiga equilibrar a alta demanda com a proposta de cuidado integral que caracteriza as Práticas Integrativas em Saúde. Compartilhe!
Fonte: Comissão de Comunicação FEN/UFG
