
Mulheres na Enfermagem: Força, Dedicação e Resistência
As integrantes da comunidade acadêmica compartilham suas vivências e experiências na FEN
Mulher é sinônimo de força, bravura e superação. Na enfermagem, essa realidade se manifesta todos os dias, seja no cuidado aos pacientes, na produção de conhecimento ou na luta por reconhecimento profissional. Para celebrar a trajetória das mulheres que fazem dessa profissão um campo de resistência, dedicação e empoderamento, conhecemos histórias de docentes, estudantes e técnicas da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (FEN UFG).
A professora Bárbara Souza Rocha encontrou na enfermagem não apenas uma carreira, mas um chamado para ensinar. Inspirada por professoras que demonstravam, com brilho nos olhos, a grandeza da profissão, ela deseja seguir o mesmo caminho. "Espero ser para os meus alunos o que essas mulheres foram para mim", destaca. No entanto, Bárbara reconhece que ainda há desafios, como o estigma de que mulheres não podem ocupar espaços de liderança e decisão.
A trajetória na enfermagem também foi transformadora para Carol Mourão, discente de pós-graduação. Durante a graduação, ela participou de diversos projetos e percebeu na academia um espaço de crescimento. "Não queria sair desse meio", conta. Hoje, no doutorado, observa que as mulheres conquistam mais espaço conforme avançam na carreira, mas ainda enfrentam dificuldades para serem plenamente reconhecidas. "Nada vem fácil para nós, mas quando conquistamos, a sensação é indescritível", afirma.
A rotina acadêmica na pós-graduação é intensa, exigindo dedicação e equilíbrio entre estudos, vida pessoal e profissional. "Ser bolsista me permite visitar minha família ao menos uma vez por ano. Estar longe de casa foi uma escolha que me fortaleceu como pessoa e profissional", compartilha Carol.
Para a estudante de graduação Veronica Sanches, a enfermagem alia humanização e conhecimento científico, tornando-se uma profissão desafiadora e apaixonante. Ela destaca a importância das mulheres que revolucionaram a área, como Wanda Horta, responsável por sistematizar a assistência de enfermagem e elevar a profissão a um novo patamar de respeito e eficiência.
Fernanda Soares, técnica administrativa, pontua que o ambiente da FEN UFG é um espaço de acolhimento para as mulheres. "Cada fase da nossa vida é respeitada e celebrada. "Às gestantes, por exemplo, são recebidas com carinho, chás de fralda e presentinhos." Para ela, a presença feminina na enfermagem vai além do cuidado direto com os pacientes. "As mulheres têm habilidades especiais na gestão, na administração e no acolhimento. Nosso jeito de fazer as coisas torna o ambiente mais humano e eficiente."
Enfermagem na FEN
Mesmo em uma profissão predominantemente feminina, ainda há desafios a enfrentar. O machismo estrutural e a desvalorização histórica da enfermagem são obstáculos apontados pelas entrevistadas. No entanto, todas são unânimes em afirmar: o futuro é promissor. "A enfermagem vai continuar crescendo e sendo reconhecida pelo impacto que tem na vida das pessoas", afirma Veronica.
Entre desafios e conquistas, as mulheres na enfermagem seguem construindo um legado de resistência e transformação, ampliando seu espaço e redefinindo os rumos da profissão. O Dia Internacional da Mulher é mais do que uma data comemorativa; é um lembrete da luta e das conquistas de mulheres que fazem a diferença todos os dias. Na FEN UFG, elas são protagonistas dessa história, construindo um presente de dedicação e um futuro de igualdade.
Fonte: Comissão de comunicação FEN-UFG